Parágrafosobre capítulo 4, 5 e 6
Uma das frases que me chamou atenção foi: Trata-se de espaço-tempo nitidamente dividido em regiões, que são, todas elas, pontos de vista sobre a caça. Espaço-tempo cujo centro é o “objeto fotografável”, cercado de regiões de pontos de vista. Se algo é fotografável, é possível colocar através das lentes do ponto de vista do fotógrafo. Com isso, podemos ter a "mesma imagem" na perspectiva de um adulto, criança, formiga girafa, tudo isso somente pela diversidade do ponto de vista, que não obrigatoriamente tem que ser o mesmo. Seja uma criança ou um adulto, um especialista em fotografar ou um ingênuo, o ato de fotografar não é por acaso, mas com o objetivo de transmitir algo. No capítulo fala sobre ser possível "Fazer com que os aparelhos programem a sociedade para um comportamento propício ao constante aperfeiçoamento dos aparelhos.", fato que se relaciona ao ato de querer fotografar, colocar na fotografia o seu ponto de vista e para isso, sendo recorrendo aos novos recursos dos aparelhos fotográficos, fazendo com que eles sejam cada vez mais aperfeiçoados e nós, humanos, cada vez mais sendo programados para usá-los. Uma frase que vale ser ressaltada:"O analfabetismo fotográfico está levando ao analfabetismo textual." "Estar no universo fotográfico implica viver, conhecer, valorizar e agir em função de fotografias. Isto é: existir em mundo-mosaico. Vivenciar passa a ser recombinar constantemente experiências vívidas através de fotografias. Conhecer passa a ser elaborar colagens fotográficas para se ter “ visão de mundo”." Portanto, o aparelho fotográfico é fonte de robotização da vida em todos os seus aspectos, desde os gestos exteriorizados ao mais íntimo dos pensamentos, desejos e sentimentos. Por não saber interpretar uma imagem, as pessoas recorrem ao Texto, e por não saberem interpretar o texto, acabam tirando suas próprias conclusões, ao contrário do que o texto argumenta. Por outro lado, aqueles que não interpretaram os textos, se deixam levar por aquilo que seus olhos vêem, tomando como verdade absoluta algo que pode ser distante do verídico, mas como comprovado por imagens, se torna fato Os indivíduos atualmente vivem, conhecem, e age em função da fotografia, porém sem o contexto adequado, gerando um conhecimento falso, levando os mesmos a agirem de acordo com seu achismo, propagando e/ou sendo fontes de informações incompletas. Outra análise, é uma fala do Autor: ". A robotização dos gestos humanos já é facilmente constatável. Nos guichês de bancos, nas fábricas, em viagens turísticas, nas escolas, nos esportes, na dança. Menos facilmente, mas ainda possível, é ela constatável nos produtos intelectuais da atualidade. Ele cita exemplos que podemos observar atualmente, porém a época em que o texto foi escrito, não existia a internet, a inteligência artificial, os robôs que limpam, dobram passam e cozinham...Começamos a enxergar o mundo através das lentes. Tudo se iniciou com as lentes naturais: os olhos, e foi se aperfeiçoando nos aparelhos fotográficos. Hoje não temos dimensão do quanto estamos terceirizando o olhar. Não só o olhar, mas também as coisas que nos fazem seres intelectuais: Ponto de vista, pensamento, racionalidade. É explícito que a maioria das atividades citadas nos textos foram automatizadas. O Chat GPT disserta sobre qualquer assunto, os robôs limpam e fazem o que não gostamos; a internet nós possibilita levar e trazer informações num piscar de olhos. Tudo isso está tirando a essência de quem somos. Estamos sendo objetos, estamos sendo usados!
Uma das frases que me chamou a atenção foi: "Trata-se de um espaço-tempo nitidamente dividido em regiões, que são, todas elas, pontos de vista sobre a caça. Espaço-tempo cujo centro é o 'objeto fotografável', cercado de
Se algo for fotografável, é possível colocá-lo através das lentes do ponto de vista do fotógrafo. Com isso, podemos ter uma "mesma imagem" sob a perspectiva de um adulto, criança, formiga ou girafa, tudo isso pela diversidade de pontos de vista, que não precisam ser idênticos. Seja uma criança ou um adulto, um especialista em fotografia ou um iniciante, o ato de fotografar não é casual, mas tem o objetivo de transmitir algo. No capítulo, fala-se sobre a possibilidade de "fazer com que os aparelhos programem a sociedade para um comportamento propício ao constante aperfeiçoamento dos aparelhos", algo que se relaciona ao desejo de fotografar, de colocar na fotografia o seu ponto de vista e, para isso, recorrendo a novos recursos dos aparelhos fotográficos, o que os torna cada vez mais avançados, enquanto nós, humanos, somos programados para usar-los .
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