INHOTIM
Nosso grupo ficou responsável por fazer uma análise crítica e desenhar a obra exposta de Lygia Pape. Nossas primeiras considerações foram influenciadas por nossas expectativas em relação à obra. De início, achamos interessante a ideia de construção do espaço e como ele se integra ao ambiente. Para entrar na obra, é necessário percorrer um percurso no escuro, até finalmente chegar ao ponto iluminado. Esse contraste nos proporcionou a sensação de transição entre dois ambientes distintos e nos fez lembrar da arquitetura antiga e medieval, onde alguns templos apresentavam um caminho em "S" .
Nossa análise inicial foi feita sem relacionar a obra ao texto explicativo que a acompanha, baseando-se apenas nas nossas descobertas. Queríamos dar significado a cada aspecto que percebemos: tato, olfato, visão, audição... Ficamos nas perguntas se o cheiro tinha alguma relação com a obra, se o local em que ela foi inserida tinha um propósito específico, entre outras questões. No entanto, ao ler o texto que acompanha a obra, fomos abordados por um significado que não esperávamos. A princípio, pensamos que as luzes faziam referência aos raios de sol, à "luz no fim do túnel", à ideia de movimento. Contudo, descobriram que Lygia Pape pretendia representar a cidade em uma forma de solidariedade, com as linhas apoiando-se umas nas outras, simbolizando uma obra coletiva. Foi uma quebra de expectativa, ficamos felizes por ter vivenciado! As outras obras que vimos foram pensadas nos mínimos detalhes. A COSMOCOCA foi uma experiência que abrange os cinco sentidos e ter um contato direito com obras com a tradição na Natureza é uma experiência incrível.
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